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Nota Explicativa As Análises de Conjuntura que vinham sendo realizadas desde setembro de 1996, sob a responsabilidade do Padre Virgílio Leite Uchoa, destinadas à CNBB, evoluíram e amadureceram no próprio processo de sua elaboração. A constante preocupação de ver a realidade e seus desafios definiu o caminho e as opções de análise. O horizonte maior à luz do qual os acontecimentos eram analisados diz respeito aos excluídos e suas necessidades face à avalanche de concentração de riqueza e benefícios nas mãos de poucos, o que é conseqüência do projeto econômico hegemônico, capitaneado pelo fenômeno da globalização financeira. O Secretariado Executivo da Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), em reunião realizada em setembro de 2000, abriu um novo horizonte para esse serviço, que se identifica com os objetivos da CBJP: " a defesa e a promoção da pessoa humana, a prática da justiça e a edificação da paz". Ela chamou então para si a continuidade e a regular periodicidade deste trabalho, com uma inovação importante: mantendo a originalidade do serviço de análise, procurar enxergar e entender o que está por detrás das aparências e do discurso dominante. De fato, as Análises de Conjuntura sempre visaram provocar a reflexão e a prática de novas atitudes, não só para a Igreja Católica e entre os cristãos em geral, mas também junto às pessoas e grupos sociais, organizados ou não, sensíveis à atual evolução dos desafios da conjuntura nacional e internacional. Os instrumentos de informação e análise hoje disponíveis são no entanto muitos e variados e não se pretende repeti-los. O que se decidiu fazer então foi escolher fatos cuja compreensão fica obscurecida pelo pensamento hegemônico, e aprofundar as razões subjacentes ao fato escolhido. Este será portanto o tom e o tipo das análises publicadas nesta página, como Boletins de Conjuntura da CBJP. Essas análises buscarão também identificar correlações do fato temático abordado com temas maiores, tanto nacionais quanto internacionais. O que se pretende é entender o que não está explícito nas informações que nos são dadas e o que existe de fato por detrás das mesmas. Espera-se que este tipo de abordagem analítica permita às pessoas e grupos sociais que dela fizerem uso escolher os melhores caminhos para transformar a realidade, a partir de uma melhor e mais profunda compreensão do que está acontecendo. O texto de Outubro/Novembro ainda foi de transição entre uma forma e outra de trabalho. Na análise de Dezembro já foram aprofundados, na nova orientação, dois temas: a Lei de Responsabilidade Fiscal e o porquê da constante criminalização do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST). A divulgação das reflexões continua aberta e livre a todas entidades e pessoas que se interessarem. Entre muitas que, ultimamente, vêm prestando-nos seu apoio, registrem-se os nomes do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento IBRADES, do Instituto de Estudos Sócio-Econômicos (INESC), do Conselho Nacional dos Leigos (CNL), da Universidade Católica de Goiânia e do Centro Alceu Amoroso Lima para a Liberdade de Petrópolis, RJ. |
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