BOLETIM
DE CONJUNTURA
JANEIRO – FEVEREIRO - MARÇO DE 2001
SUMÁRIO
"Tudo
o que cresce, converge"
"Um
novo mundo é possível". O novo século e o novo milênio começam
sob o signo da esperança, com a realização do Fórum Social Mundial
de Porto Alegre, RS. Bem que a grande imprensa do pensamento hegemônico
e dos partidários do fim da história tudo fez para desvirtuar as
idéias dos que sonham e continuam a lutar por este novo mundo possível,
ancorado em valores da solidariedade prática na imensa manifestação
de vozes e anseios, aparentemente dissonantes, dos que lá estiveram.
O Fórum
Econômico Mundial em Davos representa, em cada nova realização,
a globalização financeira, hoje dominante e predominante em todas
as iniciativas. É a cultura da realidade do dinheiro e do mercado
se sobrepondo às nações. Deixa atrás de si um rastro de preocupação
com a sustentabilidade do mundo futuro. As notícias da iminente
recessão econômica dos Estados Unidos abalam mercados e deixam incertezas
quanto ao futuro da globalização financeira.
Para entender
o momento político nacional é preciso discernir as encenações dos
líderes, permeadas de chantagens e ameaças. Tudo não passa de uma
perfeita acomodação nos braços do poder. O quadro confunde a população,
que está cada vez mais indignada. Esta não vê a hora de punir os
corruptos e está descrente dos políticos e dos poderes públicos.
Apesar da avalanche de denúncias de corrupção, vindas de todos os
lados, há uma enorme má vontade em apurar os fatos.
FÓRUM SOCIAL MUNDIAL: UMA ANÁLISE PRELIMINAR
"Um Outro Mundo é Possível".
O
fato é que, com esse objetivo, mais de 10.000 pessoas, vindas de
mais de 125 países, reuniram-se de 25 a 30 de janeiro último em
Porto Alegre, RS. Um sinal promissor neste início de novo milênio
e de um novo século. Porto Alegre, a capital do Estado do Rio Grande
do Sul, inscreve-se no âmbito das cidades sinais de esperança.
O Fórum de Porto Alegre despontou como o resgate de uma esperança
no horizonte da morte das utopias. Foi lançada uma nova semente
no caminho daqueles que sempre esperam e lutam por alguma coisa
de novo.
Há pouco
mais de um ano o Fórum Social Mundial parecia ser quase impensável.
As manifestações de Seattle, Washington e Praga ganhavam importância
e significação. Eram os primeiros sinais de que chegara a hora de
mostrar novos caminhos e de reagir fortemente contra os ditames
da pura e simples globalização financeira.
Nestes últimos
anos tornou-se evidente e hegemônica esta globalização financeira.
Ela dá o tom de todo o processo de interligação mundial. As grandes
corporações se uniram, criaram seus mecanismos institucionais e
deram a tônica inclusive para a nova configuração dos estados nacionais.
Estes se encontram debilitados e adaptam-se a essa nova ordem.
O Significado
de uma Escolha
A
cidade de Porto Alegre foi escolhida para a realização do Fórum
devido às suas atuais características administrativas. Nela quatro
administrações do Partido dos Trabalhadores (PT) se sucedem e tornam
inédita a experiência administrativa local no aspeto da participação
popular. As decisões administrativas priorizam as urgências sociais.
Mesmo sem ter resolvido todas as questões que afligem a vida humana
local, são visíveis na cidade os benefícios e as iniciativas sociais
em favor dos excluídos. As relações entre o poder executivo e legislativo
são diferentes.
Há maior
controle e participação nas decisões tomadas. O povo está sendo
efetivamente organizado e chamado a definir as suas prioridades,
opinando a respeito de que obras e benefícios de interesse comum
são mais importantes e urgentes. Deixam-se de lado projetos de obras
suntuosas e a discussão e decisão recaem sobre questões fundamentais
e mais urgentes para a qualidade de vida da população: escolas,
saúde, transporte eficiente e barato, habitação popular, saneamento
básico, enfim, tudo aquilo que diz respeito às necessidades essenciais,
especialmente da população mais carente. Há realmente uma prioridade
do social na administração local, com o esforço de participação
popular.
A iniciativa,
porém, não pára na participação popular nas decisões do que deve
ser feito. Estabelecem-se também o controle e o acompanhamento da
execução de tudo o que foi decidido ser feito. Com isso, quer-se
evitar a interferência, indevida e obscura, de tudo aquilo que é
alheio ao bem comum. Esse sistema propicia o crescimento da moralidade
da ação pública e o controle da aplicação dos recursos vindos da
população, com a eliminação dos intermediários.
A iniciativa
de uma administração pública baseada na participação popular é também
um golpe mortal para os imperativos do pensamento hegemônico que
se impõem pela força dos partidários do fim da história. Estes se
armam do realismo absoluto e tornam evidente a distância entre as
aspirações simples e básicas da população e as realizações dos governos
tidos como democráticos, mas sem ampla e permanente consulta popular.
Vozes e
Expressões Variadas
Muitas
foram as vozes e expressões que vieram a Porto Alegre. Todas elas,
alegres e cheias de esperança, sem medo de se expressar. Como era
esperado, tais expressões e algumas formas de protesto foram enfatizadas
negativamente pela mídia. Os protestos foram tachados de anacrônicos
pela mídia hegemônica, escrita e eletrônica, que tudo filtrava,
induzindo os leitores e telespectadores a ver nos participantes
do Fórum de Porto Alegre um grupo que agia como nos tempos da guerra
fria, repetindo um passado que já não existe.
Os sonhos
frustrados de toda uma geração readquiriram novas dimensões históricas
e puderam dar o primeiro passo para, juntos, reencontrar o caminho
de um sadio grito de esperança.O contraponto da mídia hegemônica
já não é capaz de ver entre as cinzas o fogo da vida que pode ressurgir
a qualquer instante.
Em Porto
Alegre ressurgiu a política da diversidade. A sociedade civil
organizada marcou presença, mostrando como está agindo para descobrir
novos caminhos que os partidos políticos e sindicatos organizados
ainda não conseguiram realizar no seu espaço próprio de atuação.
Este espaço existe, mas precisa se aproximar da grande variedade
de expressões da sociedade organizada, particularmente na área popular.
Assim se poderá superar a tentação de se formarem ingênuos "salvadores
da pátria".
O que se
viu em Porto Alegre foi essa nova sociedade civil, variada e diferente,
preocupada em os caminhos de uma profunda mudança social.
A Dinâmica
As
mais de 400 oficinas (grupos de trabalho) que aconteceram naqueles
dias complementaram as palestras e debates em torno dos quatro eixos
temáticos, a saber: a produção da riqueza e a reprodução social;
o acesso às riquezas e a sustentabilidade; a afirmação da sociedade
civil e dos espaços públicos; poder político e ética na nova sociedade.
O pano de fundo desses eixos iluminadores gira em torno da riqueza
e da democracia e eles aparecem como expressões de uma nova maneira
de agir na política, alimentando as referências das teorias e das
práticas das novas expectativas sociais.
O significado
e a importância dessas oficinas é ainda mais evidente pelo fato
de ter dado oportunidade ao mútuo conhecimento de pessoas e instituições.
Estabeleceram-se novas relações de conhecimento e de ação a partir
de objetivos comuns, mesmo que as formas expressões sejam diferentes.
Conseqüentemente fortaleceu-se uma das chaves das experiências em
intercomunicação que é a ação em rede.
Este tipo
de ação amadurece a convicção de como é importante a mútua tolerância
e de que ninguém tem a última palavra na solução dos problemas da
humanidade. Recupera-se também o espaço da utopia, tão abandonado
nestes tempos de globalização financeira. O fato de diferentes utopias
buscarem a convergência de esforços faz com que a diferença
e a complementaridade tornem mais fácil concretizar
conquistas e etapas desta busca comum.
Esboça-se
assim uma nova dimensão da globalização (ou da mundialização). A
referência dessa globalização deixa de ser um poder ou pensamento
hegemônico, mas reporta-se à necessidade de interligação e ao rompimento
das barreiras dos limites de cada iniciativa ou experiência transformadora.
Há muito
caminho a percorrer e muitas tentações particularistas a serem superadas.
A arrancada foi dada, ela é significativa – a realização do Fórum
demonstrou isso – e tornou-se importante "a direção para
a qual nos movemos".
A Mídia
A
mídia teve um papel hesitante na comunicação do evento. Havia uma
grande quantidade de jornalistas inscritos, vindos de várias partes
do mundo. Teve-se a impressão que muitos não acreditavam no êxito
do Fórum. A mídia brasileira, de início hostil e manipuladora, sem
entender bem que estava se passando, aos poucos passou a encarar
com mais respeito o acontecimento de Porto Alegre. Em alguns momentos
tentou formas para desmoralizar o evento ao dar destaque a questões
absolutamente periféricas, como o episódio da destruição das plantações
transgênicas com a participação do líder ativista francês, Bové.
Apesar desse modo transverso de apresentar o Fórum, a mídia acabou
ajudando a divulgar o que se passava em Porto Alegre.
O mesmo
se diga quando se deu destaque às críticas feitas pelo presidente
Fernando Henrique, onde ele foi incapaz de tomar uma posição de
diálogo construtivo. Ele apenas desqualificou o evento, num inútil
bate-boca com o governador Olívio Dutra, colocando em relevo o fato
de ser patrocinado pela administração do PT de Porto Alegre.
Os Passos
da Caminhada
Os
avanços, porém, do Fórum Social Mundial foram significativos.
A teleconferência entre participantes do Fórum Econômico Mundial
reunido em Davos, na Suíça, e os do Fórum de Porto Alegre, transmitida
ao vivo, conseguiu, apesar da rudeza das interpelações, dar transparência
à questão social e em particular à pobreza na pauta das discussões
financeiras internacionais. Como se sabe, cresce no mundo a pobreza.
Concentra-se a riqueza nas mãos de poucos em virtude de decisões
políticas e financeiras, capitaneadas por organizações tais como
o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional (FMI), Organização
Mundial do Comércio (OMC) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento
(OCDE). Estas insistem em pressionar a nações para que adotem políticas
de refluxo dos direitos sociais conquistados, mediante a aplicação
do receituário neoliberal. Tal receituário modifica substancialmente
as relações entre capital e trabalho pelas leis da chamada flexibilização,
aumenta a dívida externa e interna dos países e insiste em facilitar
a livre circulação especulativa e sem controle dos capitais financeiros.
O Fórum
insistiu na importância de se discutir uma economia subordinada
às finalidades humanas. Ou seja, em vez de "princípios de
uma economia fundada sobre a rentabilidade do capital financeiro,
é preciso opor critérios de investimentos e de trocas alicerçados
nos imperativos de desenvolvimento dos indivíduos e das sociedades".
O Fórum
Social Mundial não insistiu numa mão única de solução dos problemas.
Mostrou variados caminhos de práticas sociais novas, mais humanas
e populares, todas elas centradas em alguns valores fundamentais
como respeito à vida, à pessoa humana, à natureza, à complementaridade
solidária. Tudo isto foi enfatizado num contexto de crescimento
sustentável, pensando-se num mundo diferente. Este mundo possível
somente acontecerá e sobreviverá caso se tomem medidas urgentes.
O consumo ilimitado de bens e a confecção de bens inúteis são um
desrespeito constante à dignidade da pessoa humana, às condições
mínimas da vida biológica, ecológica e da biosfera. A degradação
contínua do ecossistema de manutenção da vida, em nome da força
do consumo e do dinheiro, ameaça à própria sobrevivência da humanidade.
Qualquer
grupo humano, por pequeno que seja, se for organizado e agir
na perspectiva de um novo mundo possível, pode e muito ajudar a
transpor a barreira das desigualdades e injustiças. A grande força
é a articulação em rede de tais iniciativas.
Há uma crescente
consciência, latente em todas os diferentes matizes de grupos
e organizações atuantes, de que é um escândalo a concentração da
riqueza nas mãos de poucos e o conseqüente crescimento da pobreza.
Os sistemas e as organizações que deram nascimento a essa situação
se apresentavam como os anunciadores do fim da história pela implantação
da lógica absoluta do mercado. Esta lógica foi apresentada - e continua
sendo - como a solução permanente e definitiva. Hoje este mesmo
sistema "já tem história" e a constrói criando
aquela tremenda contradição entre riqueza e pobreza.
Há enormes desafios
para a continuidade do Fórum Social Mundial. Mesmo tendo sido
um lugar adequado de apresentação de novas expectativas e esperanças
em nível de questões imediatas e locais, ele se propõe ser
amplo, universal, contínuo, não
centrado num único grupo ou nação.
Apesar de
novamente ter sido escolhida cidade de Porto Alegre para sede do
Fórum 2002, pelas condições favoráveis de apoio logístico de uma
administração pública bem sucedida, fica em aberto a discussão a
respeito do desafio do conclave não ser patrimônio de grupos, partidos
ou mesmo rampa de lançamento de projetos políticos ou de candidaturas.
É bom não esquecer que, no próximo ano de 2002, realizam-se no Brasil
eleições majoritárias (presidência da república, governadores, senadores
e deputados).
A sociedade
civil organizada e as organizações não-governamentais (ONGs) podem,
daqui para frente, encontrar no Fórum Social Mundial o espaço
mais adequado para amadurecerem o surgimento de um novo tipo
de poder político. Este poder novo se define pela busca real
e efetiva da participação popular nas decisões e no controle de
um novo tipo de articulação em nível mundial. A implantação da utopia
de um novo mundo possível, mediante este novo tipo de poder, há
de ser diferente do que aí está. Trata-se de não repetir a hegemonia
da concentração de poder das grandes corporações financeiras e de
suas instituições que subestimam os estados e nações e as políticas
públicas em benefício particularmente dos socialmente excluídos.
Permanece
em aberto a definição do espaço ético e místico, capaz de
dar sustentação a todo esse processo. É bem verdade que, uma das
coisas novas e positivas, é o fato de que as experiências práticas
das iniciativas já trazem na sua busca algo que realça compromisso
e empenho por determinada causa. Isto, num certo sentido, evidencia
na ação o místico e a transparência ética. Criam-se, a propósito,
as condições favoráveis a um amplo esforço de diálogo com as diferentes
situações humanas - culturais e religiosas - em permanente atitude
de aceitação da realidade, compreensão, tolerância e superação dos
conflitos. Fica em aberto outra importante dimensão de todo o processo:
a questão da transcendência inerente à condição da vida humana.
Concluindo:
novos são os atores de todo o processo que começa a desencadear-se
a partir da realização do Fórum Social Mundial. São homens e mulheres
novos que não se esgotam nas suas lutas, nem em suas organizações,
nem no seu imenso desejo de afeição, de ternura e de comunhão, nas
mais variadas formas e situações onde vivem e atuam.
Procurando Entender
o País
"Tudo como d’antes no Quartel de Abrantes..."
Será
que dá para entender o momento político que o país atravessa e o
significado das manobras das lideranças políticas de sustentação
do governo?
Tudo indica que recentemente houve uma grande encenação,
permeada de chantagens e ameaças. É certo que houve também uma perfeita
acomodação nos braços do poder.
Falar em
uma quebra da base de sustentação do governo seria afirmar uma impropriedade.
As mudanças ocorridas, quando muito, visaram apenas à ampliação
dos poderes e à disputa de cargos na própria esfera governamental.
Eleitos
os novos presidentes do Senado e da Câmara, as antigas alianças
de sustentação mudaram tão somente de nome para satisfação dos próprios
interessados e de seus aliados mais imediatos.
O bate-boca
apenas evidenciou o lamaçal de desafeição e corrupção que invadiu,
como nunca fora visto antes, a vida pública nacional. As ameaças
de denúncias de corrupção funcionaram como moeda de troca de poderes
e favores. Não parece evidente nem claro que os "paladinos
da moralidade" estejam, de fato, interessados em apurar os
escândalos, sanar a administração pública e proclamar dias melhores
para toda a nação.
É bom não
esquecer, neste contexto, que para entender o pano de fundo da pseudocrise
é necessário enxergar o horizonte das eleições majoritárias de 2002.
Está aberta a caça do predileto para ocupar o lugar do atual presidente
da república. Crescer ou não tal candidatura à sombra do atual poder,
eis também uma das questões-chave para compreender o porquê das
artimanhas das recentes movimentações das lideranças da atual aliança
de sustentação.
Nesse sentido,
tudo que mexeu com pessoas e provocou acaloradas discussões não
passou de um ensaio para definir quem será o candidato das elites
para dar continuidade ao projeto liberal em curso no país. Foi testada
a certeza de que a submissão incondicional às normas impostas de
fora não será rompida. A atual aliança e outras futuras terão que
se enquadrar na questão maior que é a de garantir a estabilidade
econômica dentro da primazia a ser dada às regras impostas pelo
FMI.
Há no quadro
institucional de sustentação das alianças (leia-se PSDB) quem sonhe
e se preocupe com uma vertente social-democrática. Uma social-democracia
é bem verdade, que projete novos e jovens nomes, mas que não fuja
muito dos aliados da atual conjuntura de poder.
Depois de
toda a recente mexida, os novos ministros empossados garantem que
a partilha de poder continuará nas mãos de astutos e velhos mestres
da política clientelística.
A base de
sustentação do governo permanece nas mãos daqueles que jamais se
posicionarão a favor de propostas que mudem os rumos das atuais
políticas governamentais. Até pelo contrário, para se manter reféns
do poder aceitaram a trégua, dividiram novos cargos entre si e se
acertaram para garantir um candidato e/ou candidatos às futuras
eleições. Candidatos esses certamente ligados às elites, bem distantes
das preocupações populares, mas afinados com o projeto político
e econômico do atual governo.
O que está
ainda indefinido é qual será o nome escolhido para ser ungido e
consagrado no poder. Por enquanto todos os raios, trovões, ameaças,
palavrórios e denúncias apenas funcionaram como balões de ensaio
do toma lá e dá cá, tudo como d’antes...
O quadro
confunde a população que está cada vez mais indignada. Esta não
vê a hora de punir os corruptos e está descrente dos políticos e
dos poderes públicos. Apesar da avalanche de denúncias de corrupção,
vindas de todos os lados, há uma enorme má vontade em apurar os
fatos e uma igual resistência em se criarem os instrumentos necessários
a essa finalidade. Tudo isso somado é muito negativo para garantir
o exercício de uma real democracia.
Não menos
confusas estão as oposições que têm uma grande dificuldade de se
acertarem em vista de propostas alternativas. Ganharam espaços de
poder nas últimas eleições municipais, mas podem cair nas armadilhas
do poder pelo poder, longe das angústias reais da população. Esta
clama por maior transparência no trato da coisa pública e maior
empenho com suas necessidades básicas: segurança, emprego, moradia
digna, saúde, educação.
Será
que já não chegou a hora de se criar uma grande mobilização nacional,
convocando novamente o povo organizado para as ruas a fim de mostrar
sua indignação com a repetição do mesmo em todas as mexidas políticas?
Brasília,
22 de março de 2001 |