BOLETIM DE ANÁLISE DE CONJUNTURA
ABRIL-MAIO 2001
SUMÁRIO
A "Cúpula das Américas", reuniu de 20
a 22 de abril de 2001 em Quebec, Canadá, 34 chefes de Estado que
pretenderam fazer "avançar na realização de uma zona de
livre-comércio envolvendo o conjunto do continente, no que diz respeito
a 800 milhões de habitantes". Esta Cúpula discutiu a Área
de Livre Comércio das Américas (ALCA), questão controvertida em
virtude da desigualdade econômica, política e social dos países
interlocutores. É evidente a hegemonia e supremacia dos Estados
Unidos (EUA) e do Canadá. Estes, sozinhos, concentram 80% do peso
econômico da região, ditam as normas para o livre comércio e impõem
o receituário da circulação de mercadorias, segundo as suas conveniências.
Ao mesmo tempo e na mesma cidade realizou-se a "Cúpula dos
Povos das Américas", alternativa que reuniu mais de 2000 pessoas
pertencentes a variadas organizações populares e sindicais de diferentes
países.
Enquanto a chamada "Cúpula das Américas"
traçava loas efusivas aos princípios do livre comércio, flexibilização
do trabalho e justificava intervenções para combate ao narcotráfico,
bem diferente foi o diagnóstico da cúpula alternativa. Esta última
discorre sobre a massa empobrecida do continente das Américas -
pobreza, aliás, crescente e resultado das políticas neoliberais
em curso - e enfatiza a importância de dar "prioridade aos
direitos humanos e coletivos como eles são definidos nos tratados
internacionais...".
Duas grandes crises se entrelaçam no país. A crise
ética e a crise energética deixam todos apreensivos quanto ao futuro
da nação e, em particular, de todos os cidadãos.A falta de visão
política e de planejamento estratégico, aliada à incompetência administrativa
e submissão incondicional à globalização financeira, orientada pelos
acordos com o Fundo Monetário Internacional (FMI), faz antever um
futuro imediato sombrio e melancólico. Resta à sociedade civil indignada
levantar-se num exercício consciente de crença na democracia, assumir
o seu espaço e acreditar que ainda é possível construir um projeto
de nação à luz de princípios éticos onde haja uma vida melhor para
todos.
ALCA: Porque Dizer
Não e Propor Alternativas
A Área de Livre Comércio das Américas – ALCA é um
projeto estratégico dos EUA de consolidação de sua dominação econômica
sobre a América Latina, que se insere no movimento de reafirmação
da hegemonia norte-americana em escala mundial, desencadeado na
década dos 80. Suas origens remontam ao ano de 1990, quando o então
presidente G. Bush lança a "Iniciativa para as Américas",
visando à eliminação das restrições para o comércio e os investimentos
das mega-empresas norte-americanas.
As repercussões econômicas desse modelo de
integração podem ser muito graves, tanto pela assimetria existente
entre os EUA e as demais economias da região em termos de tamanho
(o Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano representa 76% do
PIB de todo o hemisfério) e competitividade sistêmica, quanto pelo
fato de que os Estados Unidos, como têm demonstrado nas negociações,
dificilmente abrirão mão dos instrumentos e prerrogativas que sua
superioridade econômica e de poder lhes outorga. Os EUA, que já
têm uma tarifa de importação baixa (em média inferior a 3%), recusam-se
a discutir o problema dos subsídios e outras barreiras não-tarifárias
que constituem, de fato, a base do seu sistema de proteção comercial.
E querem uma liberalização comercial e uma desregulamentação geral
da economia dos demais países que sobrepassa, inclusive, as normas
já estabelecidas no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Convém recordar que o livre jogo das forças
de mercado não produz homogeneização entre espaços econômicos desiguais
mas sim tende a concentrar a produção, o capital e a riqueza nas
áreas que, por seus recursos, infra-estruturas, tamanho de mercado
e grau de desenvolvimento gerem maior sinergia e vantagens externas
adicionais, sem custo de investimentos, para o processo de acumulação
de capital. Sem medidas que compensem as diferenças existentes,
a liberalização do comércio hemisférico tenderá a agravar as disparidades
entre os países latino-americanos e os EUA.
Note-se, além disso, que, como está sendo
proposta, a ALCA é muito mais do que a criação de uma área de livre
comércio, envolvendo praticamente todas as áreas da economia, inclusive
a liberalização dos fluxos de investimento – com a concessão de
vantagens e poderes especiais às empresas transnacionais similares
aos previstos no fracassado Acordo Multilateral de Investimentos
(AMI) e no capítulo 11 do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio
(NAFTA) -, a abertura dos serviços e das compras governamentais
ao capital estrangeiro e a regulamentação da propriedade intelectual.
Ficam de fora apenas o mercado de trabalho e o acesso dos países
latino-americanos às tecnologias monopolizadas pelo governo e pelas
corporações norte-americanas. A implantação da ALCA representará
o aprofundamento do movimento de abertura e desregulamentação econômica
e financeira já em curso, que conduziu ao enfraquecimento político
dos estados nacionais latino-americanos e à fragilização de suas
economias.
O Brasil – uma economia sem as vantagens de localização
que possui a mexicana e que, por sua própria dimensão continental,
não tem como opção transformar-se em plataforma de exportação -
é dono do mercado interno mais atrativo da América Latina e é o
único país com condições potenciais de contestar a hegemonia norte-americana
na região. Por isso é o principal alvo da ALCA e será, sem dúvida,
o grande perdedor nesse processo de integração. Para começar, o
peso da abertura comercial recairia sobre nós, que temos uma estrutura
tarifária mais elevada (em média 14%) e um sistema de regulamentações
menos sofisticado. Além disso, nossa estrutura produtiva e de recursos
é claramente concorrente à dos EUA em vários segmentos (material
de transporte, bens de capital, aço, suco de laranja, soja, por
exemplo); o nível de integração de nosso sistema produtivo, nossas
escalas de produção e nossa capacidade endógena de desenvolvimento
tecnológico são muito menores; nossa infra-estrutura básica apresenta
deficiências e atrasos que oneram os custos de produção. Nosso padrão
de produtividade e de capacidade sistêmica de competir é, portanto,
muito inferior ao da economia americana.
Os ganhos de mercado para o Brasil, se existirem,
tenderiam a limitar-se a alguns produtos agroindustriais ou manufaturas
mais simples cuja importação é fortemente taxada pelos EUA. Ou seja,
nossa vantagem seria aprofundar nossa especialização na exportação
de matérias primas, pouco ou quase nada trabalhadas, com alto componente
de recursos naturais e escasso conteúdo tecnológico.
É evidente então que, para o Brasil, a ALCA não
é uma questão de prazos ou de eventuais vantagens nesse ou naquele
setor. O que está jogo são os interesses estratégicos nacionais,
é a preservação da nossa capacidade e autonomia para construir nosso
próprio futuro como nação. Esse é o núcleo do problema e em torno
a ele é que devemos construir o posicionamento brasileiro. A defesa
dos interesses nacionais implica em dizer "não" a essa
proposta que nos fará regredir a uma condição neocolonial.
A ALCA não é uma fatalidade histórica a qual tenhamos
que nos submeter nem um fator essencial para a expansão do nosso
comércio exterior. Nossa opção é, dentro de uma visão estratégica
do nosso desenvolvimento, buscar fortalecer o Mercado Comum do Cone
Sul (MERCOSUL) e ampliar sua abrangência; aprofundar nossas relações
econômicas com a Venezuela e outros países andinos; incorporar Cuba
e as nações caribenhas agrupadas no Mercado Comum do Caribe (CARICOM),
processo de integração econômica da região; consolidar nossos laços
com o Japão e a União Européia; e intensificar nossas relações comerciais
e de cooperação econômica e tecnológica com países com características
e níveis de desenvolvimento próximos do nosso, em particular com
a China, a Índia, a Rússia e a África do Sul.
Esse parece ser o caminho para reduzir as disparidades
de capacidade econômica, poder de negociação e autonomia de decisões
hoje existentes entre os EUA e o Brasil, bem como para colocar as
relações entre ambos países em termos de parceria e não de submissão,
como está implícito no atual desenho da ALCA.
Crise Energética
"O Brasil não conheceu
guerras e cataclismos, e acreditou ser mimado por Deus, sem reparar
no mal infinitamente maior, sua elite inepta, feroz, predadora,
imprevidente."
O processo de eleição e reeleição do presidente
Fernando Henrique apresentava-o como alguém ilustrado, culto e previdente,
em contraste com o homem do povo, Lula da Silva. O monumental quadro
de equívocos de inserção do país na suposta modernidade global que
se seguiu, na esteira da qual o presidente foi eleito e reeleito,
agora começa a dar os seus frutos amargos. É simplesmente inacreditável
a distância entre a realidade e a ficção para a qual estamos sendo
conduzidos. Não faltaram apelos ao bom senso por parte da voz de
opositores, sempre abafada e desqualificada pela onda do pensamento
hegemônico difundido pelos meios de comunicação.
O país caminha numa direção contrária a tudo o
que foi apregoado como resultado da atual política econômica do
ilustrado presidente, de sua base de sustentação política e das
elites predadoras: crescimento, credibilidade dos investidores externos,
melhores serviços públicos para toda população, impecável lisura
ética e moral no trato do patrimônio. O contrário acontece simplesmente
por falta de visão estratégica e por incompetentes vaidades. Ironicamente,
não será a "apagada" Comissão Parlamentar de Inquérito
(CPI) da corrupção, contra a qual o governo pressionou ao favorecer
emendas orçamentárias a parlamentares, a grande causa de paralisia
do país...
A proposta governamental de racionalização do uso
de energia feita à população, agora apresentada como um plano de
salvação da pátria em estado de guerra, é simplesmente estarrecedora
e injusta. Faz-nos lembrar os momentos do "Prá Frente Brasil",
dos "Fiscais do Sarney" e do "Confisco da Poupança"
do início da era Collor. Entram em cena os "Fiscais de FHC".
Configura-se, agora, um prejuízo a toda população
cuja dimensão é incalculável, não só sob o ponto de vista econômico
mas também social e humano, que pode comprometer as gerações presentes
e futuras.
O governo deveria ter começado por fazer um solene
e humilde "mea culpa", diante de toda a sociedade civil.
É evidente que não só os alertas técnicos foram esquecidos. Esqueceu-se
também de convocar a população, a tempo e a hora, a mesma população
que é agora penalizada, para discutir os rumos políticos do modelo
que estava sendo implantado no processo de privatização das estatais,
principalmente as de caráter estratégico.
O que mais assusta é como as privatizações foram
feitas exatamente sem o controle e o crivo da sociedade civil. O
povo deveria sempre ter sido o destinatário final de um sadio processo
de privatização que salvaguardasse o patrimônio público e a sua
destinação final, alcançável por todos os beneficiários. O mal não
foram as privatizações, mas a forma como elas aconteceram.
Depois que o país entrou equivocadamente na globalização
financeira internacional, a nova elite que se apossou dos bens públicos
privatizados passou a ser "composta por setores nativos
e por setores internacionais e se sustenta na ideologia das reformas
neoliberais e da economia pura de mercado".
Alguns técnicos sensíveis, de bom senso
e de visão de planejamento estratégico, enfatizam que a insistência
neste modelo neoliberal retarda ainda mais uma solução mais orgânica
e efetiva para a atual crise energética.
Mesmo os mais ortodoxos propagadores do mercado
não esquecem leis fundamentais de bom senso pois "no ‘Financial
Times’ do dia 11 deste mês, diretores da Goldman Sachs reconhecem
que ‘o mercado não funciona para situações de subinvestimento e
se requer uma ação drástica do Estado na produção e distribuição
de energia, para resolver a crise’".
A verdadeira face do modelo de abertura e privatizações
para o setor elétrico que o governo federal vem seguindo desde 1995
aparece, agora, para o grande público, sob a forma de racionamento
geral de energia ou mesmo de apagões não programados, causados pela
falta de novos investimentos em geração e distribuição de energia,
com sua inevitável conseqüência de colapso do sistema.
Esclareça-se que a situação atual não se deve a
causas fortuitas - falta de chuvas - nem ao excesso de demanda por
energia, como se tenta passar ao público pela propaganda oficial.
É abandono mesmo. O professor Ildo Sauer, do Departamento de Eletrotécnica
da Universidade de São Paulo (USP), diz em recente entrevista que
a situação atual foi planejada para abrir espaço a qualquer custo
aos grupos internacionais interessados em adquirir patrimônio barato
do setor hidroelétrico, cuja energia é gerada atualmente a um custo
médio de 35 reais por megawatt-hora. Acenou-se ao capital privado
uma perspectiva de grande elevação da tarifa – algo como 90 reais
por megawatt/hora - como estímulo ao investimento em termoelétricas,
e adiaram-se providências de novos investimentos nas estatais. A
sobretaxa anunciada pelo governo no plano de contenção e uso da
energia bem pode ser uma desesperada instância para ainda atrair
os investidores. Muitos temem que essa sobretaxa veio, como outras
taxas provisórias, para ficar e onerar, mais uma vez, o consumidor
indefeso.
O setor privado continuou a pressionar por novos
privilégios, não investiu em hidroelétricas ou termoelétricas e
a Eletrobrás foi afastada do planejamento estratégico do setor elétrico.
Depois de muitas idas e vindas perdeu-se o controle
público do investimento e o setor privado externo, aliado aos parceiros
internos, não revelou qualquer interesse estratégico em protagonizar
a reestruturação do setor elétrico.
Este modelo de privatização já tinha sido adotado
no sistema TELEBRÁS. A diversidade das situações no que diz respeito
as necessidade materiais e aos tempos de maturação do capital fixo,
muito maiores no setor de energia que na área de telecomunicações,
deixou uma lição muito clara. Busca da liquidez imediata, privilégios
para aquisição de patrimônio nacional, aumento de tarifas e toda
sorte de facilidades legais, "a livre entrada e saída de
capital" não são garantia do investimento real, mas, ao
contrário, obstáculos a uma verdadeira estratégia de construção
e implantação de um bem público, como é o sistema elétrico nacional.
E ainda, a maneira como o Estado financiou as privatizações
foi fator de inibição dos investimentos privados, particularmente
no setor elétrico. Mais ainda, nessa hora dramática do país, privatizam-se
os lucros e socializam-se os prejuízos.
Por que não se deu atenção aos alertas anteriores
dos que sabiam que as estatais do setor estavam lucrativas e foram
proibidas de fazer investimentos a tempo e a hora para não se chegar
a esse momento crítico e caótico? Simplesmente por que se preferiu
a submissão aos compromissos com o Fundo Monetário Internacional
(FMI) de dar prioridade em fazer caixa para priorizar os compromissos
das dívidas internacionais, concretizadas nas atuais exigências
da Lei de Responsabilidade Fiscal.
A maneira como foram feitas as privatizações não
só fez mudar de mãos o patrimônio público, mas também ajudou a sofisticar
as formas de corrupção utilizadas pelas velhas elites que agora
perdem espaço. Na verdade apenas se transferiu o Estado privatizado
para novas mãos predatórias.
As antigas elites sempre usufruíram o Estado autárquico
em benefício próprio. O esquema funcionava desde os tempos da Colônia
e do Império. Aliás, a atual onda de corrupção não pode apenas ser
creditada à elite tradicional.
Essa nova elite opera através de novos métodos
uma verdadeira "apropriação legalizada de bens e recursos
públicos". Prova disso é o socorro emergencial que se promete
dar ao setor elétrico estatal. Pois o "plano do governo
prevê investimento do BNDES em novas usinas e saneamento das empresas
para a privatização". Fica muito claro nessa notícia que
o governo corre atrás do prejuízo com a mesma perspectiva neoliberal
e mercadológica que ainda domina o atual processo de privatização
e fortalece essas novas elites predatórias.
Crise Ética e Corrupção
A crise ética e a corrupção estão na ordem do dia
dos acontecimentos em nosso país. Entidades da sociedade civil organizada,
entre elas a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Conselho Nacional das Igrejas
Cristãs (CONIC) começaram a se articular sob as mais variadas formas
desde 13 de maio. Trata-se de criar uma forte consciência e indignação
ética para limparmos a mãe pátria da corrupção através de um processo
de pleno exercício de nossa responsabilidade de cidadãs e cidadãos
brasileiros. As pessoas devem reunir-se em suas casas, nas suas
igrejas, nas sedes da OAB, nas sedes dos sindicatos, de movimentos
sociais, associações de moradores, clubes, nas praças das cidades.
Duas questões fundamentais são postas para a reflexão
e o debate:
Como nos articularmos e nos organizarmos, enquanto
sociedade civil, para nós mesmos investigarmos até o fim as práticas
de corrupção de que temos conhecimento, identificando efetivamente
os responsáveis?
O que deve ser mudado na legislação e nos instrumentos
de combate à corrupção atualmente disponíveis para que eles tenham
real eficácia?
Algumas ações também são sugeridas:
- enviar, às entidades promotoras da Vigília Cívica, todas as
sugestões e propostas que forem apresentadas nos debates;
- divulgar amplamente os manifestos elaborados por esses grupos
e pelas entidades promotoras da Vigília Cívica, utilizando ao
máximo os meios de comunicação ao alcance de cada grupo;
- com criatividade, realizar celebrações, organizar caminhadas
pacíficas, usando símbolos com as cores da bandeira brasileira,
de forma a dar visibilidade – nas ruas e nas casas – a este início
de processo de tomada de posição da sociedade;
inscrever-se, individualmente ou através de sua entidade,
no grupo de discussão da Vigília Cívica na Internet, no endereço:
vigiliacivica-subscribe@yahoogroups.com
- enviar aos deputados e senadores, como gesto conjuntural imediato,
cartas, telegramas, faxes, "e-mails", manifestando-lhes
sua convicção na necessidade premente e absoluta de garantir:
que o Senado não se submeta a nenhum acordo espúrio no caso da
violação do painel de votação; a instalação e resultados efetivos
da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Corrupção, no Congresso
Nacional.
Com base na avaliação das vigílias já realizadas
em todo o país a partir do dia 13 de maio e dos posicionamentos
que provocaram, bem como na análise do que vem ocorrendo no país
com outras iniciativas e movimentos para enfrentar a corrupção,
está atualmente em curso uma proposta mais ampla de mobilização
pela ética na política.
Essa proposta consiste fundamentalmente em instalar
uma espécie de CPI da sociedade civil – Comissão Popular de Investigação
– formada por personalidades e lideranças de grande credibilidade
no país, e instalada na sede da OAB Federal.
Tal CPI iniciaria um processo de investigação dos
casos de corrupção que vêm escandalizando a consciência cidadã no
Brasil, com o peso de sua autoridade moral e o adequado apoio logístico
das pessoas e entidades que a isso se dispusessem.
As potencialidades e perspectivas abertas por essa
proposta podem lhe dar uma especial importância, mas sua concretização
exigiria a efetiva adesão e compromisso de um grande número de entidades
da sociedade civil. A primeira reunião dessa nova iniciativa ocorreu
no dia 23 de maio de 2001.
É importante insistir nessa ampla mobilização para
que haja uma forte pressão da sociedade civil diante das dificuldades
de se instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito no Congresso
Nacional.
Brasília, 25 de
maio de 2001 |